segunda-feira, 7 de julho de 2008

Semi-férias

Na loucura da entrega dos trabalhos finais eu dei uma boa sumida, eu sei. Foi como parir um bebê cabeçudo depois de horas de trabalho de parto. ainda nao estou 100% e preciso ficar um pouco de resguardo.

Entreguei o último 10:30 da noite de sexta. Sábado: trabalho, churrasco e cinema. Cheguei em casa e não conseguia nem me mexer. Acordei 3 horas da tarde no domingo e fiquei parada, inútil em frente à TV.

Preciso muito recarregar as baterias. Ao mesmo tempo, tem tanta coisa acumulada que eu preciso fazer....

só pra descontrair então: to na faculdade, o telefone toca

- Su, tá podendo falar?
- Sim, fala.
- Eu to passando na frente de um salão, tem um cartaz que diz assim: Acupuntura facial rejuvelhecedora!
- Pô, fantástico. Entra e marca um horário pra nós duas. Afinal de contas, é a propaganda de tratamento estético mais honesta que eu ja vi. Você entra, metade do tratamento vc rejuvenesce, metade vc envelhece. No fim vc sai igual! Sensacional!

segunda-feira, 16 de junho de 2008

And this is the master room

Quando me contaram que Kurosawa mandou pintar a grama pra ficar exatamente da cor dos sonhos dele em 'Sonhos', eu não achei tanta loucura assim. É muito difícil exprimir realmente a emoção que te passa e que por você é criada em um sonho.

Ontem eu sonhei com uma casa nova. Eu estava mostrando a minha casa nova pra uma amiga que foi me visitar.

Eu sei o que despertou o sonho. Foi outra casa. E menção à casas novas que eu tenho ouvido por aí.

Meu grande sonho é um dia poder ter essa casa. Não exatamente essa, específica do sonho, mas com todos os pontos em comum que essa casa tem com a casa que eu sempre sonho.

Eu não sei se eu sabeira pintar a casa com todas cores pra vocês, mas ela tem constantes que eu posso tentar descrever.

Tem a escada de madeira, que dá acesso ao mezzanino, onde tem uma sala que abriga o centro de entretenimento, os quartos e banheiro. Eu não sei qual é a da fixação com a escada, mas é importante. Do mezzanino, se vê a sala de estar e jantar. Muita luz entra pelas janelas - pé direito altíssimo é fundamental - e as cores são de terra e tem muita madeira e pedra rústica.

Uma cozinha gigante - que é o coração da casa - no primeiro andar. Um escritório, e as salas num grande ambiente aberto.

TEM que ter grama. olhar o verde do lado de fora. Atrás tem piscina e churrasqueira. O canil. A lavanderia.

Talvez, pra quem vê de fora, minha casa seja muito tradicional. Nem ligo. Eu sei exatamente como seria cada pedacinho dela. Do jeitinho exato que eu quero. É claro que, pra que isso aconteça, eu vou ter que construir, né? Bosta, eu sei até o tipo de terreno que eu quero.

Eu só não vejo a casa no Rio ou em Niterói, não sei porquê. Mas eu sei que minha casa é em outro lugar. E um dia a gente vai se encontrar. E eu quero sentir a felicidade de mostrar a minha casa, do jeito perfeito que eu quero, como foi no sonho.

Os residentes do canil são um dogue alemão, e/ou um doberman, e/ou um weimaraner e/ou um rotweiler. Dentro da casa, gatos. E que sabe um maine coon?

Nossa, eu poderia ficar aqui horas e horas... É o meu happy place.

sábado, 24 de maio de 2008

You Blog my world

No meio da tarde, chega o SMS, "PLIM":
Coisas que você ouve na locadora de garotas de 12 anos: "Brokeback Mountain não é comédia mas é muuuuuuito engraçado!"

...

Mas hein??

terça-feira, 20 de maio de 2008

ROZ

Hoje, a Gabi chegou a uma conclusão brilhante: Esta senhora acima é uma das nossas professoras. Com certeza.

Eu não agüentei. Foi tão perfeito que eu tive que rir até chorar.

Isso, numa aula já muito particular.

Essa professora é uma que fala muuuuuiiito de-va-gar.....

Aula super legal, uh-hu!

Além disso, a tal professora tem um monitor que se chama Pablo. Pablo, que era o nome do rapazinho que dublava as cançoes do antigo "Qual é a Música?", tinha umas maquiagens de borboleta no rosto e um cabelo romeuzinho. Isso é uma referência de gente velha, mas okay.

Mas não é que o Pablo monitor tem um corte de cabelo desses? :-O

Quem diabos usa um negocio desses em público depois de 2 anos de idade??!?



Então, sempre que ale diz: " Agora o Pablo vai fazer a cha-ma-da...."

Eu imagino ele subindo com o microfone, todo maquiado.

Bom, a gente tem que enfrentar a faculdade de alguma forma, ne?

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Fechada pra balanço

Eu precisava era me trancar num monastério budista ou então com umas freiras que fizeram voto de silêncio por uns tempos. Se bem que com as freiras,... eu não sei não....melhor os monges. Mas eles também têm que ser do tipo mudinho.

E ficar lá uns tempos.
Sozinha.
Em silêncio.

Eu TENHO que conseguir escrever.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

A vida é a arte do encontro

Como diria Vinícius de Morais: "A vida é a arte do encontro embora haja tanto desencontro pela vida".

E hoje foi bem isso.

O primeiro foi bom demais. Escutar conversa dos outros é feio, eu sei. Mas foi tão bom desconstruir uma imagem tão sagrada na minha cabeça. Hahahah. Efeito totalmente libertador.

O segundo foi um balde de água fria. Mas também é bom pra colocar as coisas nos seus devidos lugares e reavaliar a situação.

Depois de receber notícias ainda piores eu ia me entregar ao lado negro da força (retail therapy), quando, de repente, SURPRESA!

A vida dá outra reviravolta.

Que vida é essa? 15 anos depois. Como assim se passaram 15 anos?
Eu tô com as mãos geladas de novo. Só de lembrar.
Todos os meus problemas desapareceram como mágica. O mundo era bom de novo.

Tudo fez sentido por umas cinco horas.

É claro que a vida não podia me deixar com esse pedaço de felicidade nas mãos e me jogou uma louca no caminho. Tem sempre uma louca no meu caminho, não tem?

bom, vamos lá:

Estava eu no ônibus, enfileirada pra descer, perdida nos meus pensamentos, olhando pro lindo blazer de shantung de seda verde que a mulher usava.

Pô, shantung... vc não vê todo dia. Especialmente nessa vidinha visco-lycra que a gente leva. Ainda mais no ônibus. Eu AMO shantung de seda. Era de um verde profundo, maravilhoso.

Pois não é que a mulher desce do ônibus pra "tirar pergunta" comigo? "Tá olhando o quê?" Eu, desconcertada, tento explicar que eu achei a roupa dela bonita. A mulher fica mais puta ainda porque acha que eu tô de sacanagem com a cara dela. Me acusa de achar ela muito velha pra usar o decote que ela estava usando. Me faz uma ofensa e atravessa correndo a rua.

Agora me diga, caro leitor: O que acontece na cabeça das pessoas que elas acham que a gente só olha para o outro pra pensar coisas negativas? E imagine ainda o tamanho da culpa que aquela mulher devia estar sentindo por estar usando aquele decotão (que era lindo, aliás) pra descer do ônibus FORA do ponto, só pra ir me ofender?

Que mundo doido é esse?
Como as pessoas são inseguras.
O que não faz a falta de auto-estima.

É por essas e outras que eu gosto das coisas ditas com a maior clareza possível. Assumir coisas sempre é o pior caminho.

E assim o meu dia se enrola numa bola de barbante interminável.

O que me resta? Um bom vinho do porto e um cigarro.